Beginnig of a new phase of life

domingo, 28 de novembro de 2010

A Máscara.

Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade fingindo ser o que não sou. Faço-o para atrair o outro e logo descubro que só atraio a outros mascarados distanciando-me dos outros – Devido a um estorvo: Senão pela máscara. Faço-o para preservar minhas amizades

E logo descubro que quando perco um amigo Por ter sido autêntico Realmente não era meu amigo E, sim… da máscara. Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo que mais ofende ás pessoas das quais quero ser mais íntimo…

É a Máscara

Faço-o convencido De que é melhor que posso fazer. Para ser amado e logo descubro o triste paradoxo… O que mais desejo obter com minhas máscaras É, precisamente… O que não consigo com elas.
(Autor desconhecido )

Pense como um vencedor

Avalie você mesmo, meu jovem. Você tem tudo o que os grandes homens tinham: dois braços, duas pernas, dois olhos e um cérebro para usar se for esperto.Todos começaram com esse equipamento. Então, comece do alto e diga ”Eu posso”.
Olhe para eles, os sábios e grandes. Eles comem de um prato comum, com facas e garfos semelhantes, e com laços semelhantes amarram os sapatos. No entanto, o mundo os acha bravos e talentosos. Mas você também tem o que todos tinham ao começar. Você pode triunfar e chegar ao sucesso, você pode ser grande, bastando querer. Está equipado para a luta que escolher, tem pernas, braços e um cérebro para usar.
Você é o obstáculo que deve enfrentar, você é quem escolhe seu lugar, você deve dizer para onde quer ir, o quanto quer estudar, qual verdade oculta quer conhecer. Deus o equipou para a vida, mas Ele deixa-o decidir aquilo que quer ser. A coragem deve vir da alma interior. O homem deve enfrentar barreiras com vontade de vencê-las.
Então, avalie você mesmo. Você nasceu com tudo o que os grandes tinham. Com seu equipamento, todos eles começaram.
Apoie-se em si mesmo e diga: “Eu posso”.

O Perdão é a chave para a Felicidade... Nada real pode ser ameaçado. 
Nada irreal existe. Nisso está a Paz de Deus

Não estás deprimido, estás distraído.

Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida. Facundo Cabral

Na hora da morte.

O padre Valdemar vai à prisão, dar a última benção ao preso, minutos antes da execução. Vim lhe trazer a palavra de Deus… Precisa não, padre! Daqui a pouco eu vou estar pessoalmente com Ele…

Você é obsessor de si mesmo?

O Homem não raramente é obsessor de si mesmo".
Allan Kardec


O leitor assíduo de meus artigos já leu inúmeros casos de pacientes que atendi em meu consultório acometidos por seres espirituais obsessores, responsáveis em lhes provocar inúmeros problemas psíquicos, psicossomáticos, orgânicos (aquelas doenças cuja causa não é diagnosticada pela medicina oficial) e de relacionamento interpessoal (eles tumultuam a vida do paciente, gerando conflitos familiares, conjugais, sociais e no trabalho).
No entanto, tão grave quanto a obsessão espiritual provocada por seres desencarnados das trevas (desafetos dos pacientes que movidos pelo ódio e vingança desejam ajustar contas por tê-los prejudicado no passado) é a auto-obsessão.

Kardec, o codificador do Espiritismo, explicava que "alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do espírito do próprio indivíduo".
A esses pacientes que comparecem em meu consultório, queixando-se de diversos problemas, não existem medicamentos bioquímicos eficazes, por serem portadores de uma enfermidade da alma: a auto-obsessão.

A auto-obsessão é um distúrbio psíquico desencadeado pela mente doentia do próprio enfermo que gera um estado permanente de desequilíbrio emocional, tais como: constante impaciência, irritação freqüente, mágoa prolongada, ciúme patológico, medos excessivos, comportamento obsessivo-compulsivo, e outros comportamentos desajustados.
Na qualidade de enfermos da alma, facilmente se descontrolam, com explosões de ira em casa, no trabalho, em reuniões sociais, ou mesmo no trânsito.
Na auto-obsessão, o paciente é prisioneiro de pensamentos negativos, pessimistas e até mesmo idéias suicidas.

Na maioria dos casos, são pacientes muito voltados para si mesmos (egocêntricos), preocupados excessivamente com doenças (hipocondríacos), que sofrem por antecipação (preocupados excessivamente), dramatizam os fatos do cotidiano, cultivando o vitimismo, o coitadismo (cultivam o sentimento de autopiedade). São, portanto, vítimas de si próprios, atormentados por si mesmos.

Muitos ainda desenvolvem um quadro depressivo profundo, a ponto de perderem interesse pela vida. Os maus hábitos e imperfeições que trazem de existências passadas, em muitos casos, são oriundos das trevas, pois antes de encarnarem na vida atual eram habitantes do reino das sombras, do umbral. Por isso, ainda trazem as emanações, a energia negativa das trevas em seu perispírito (corpo espiritual).
Veja a seguir, o caso de um paciente que entrou numa depressão profunda, e que veio perdendo o gosto pelo trabalho e pela vida.

Caso Clínico:
Depressão profunda
Homem de 36 anos, solteiro.


O paciente veio ao meu consultório se queixando que tinha perdido o gosto pela vida. De uns dois anos para cá, sua depressão se agravou, com pensamentos negativos constantes do tipo "Será que vai dar certo?" Não estava conseguindo controlar esses pensamentos, e sentia também palpitação, taquicardia e ansiedade freqüentes.

Ele me relatou que andava profundamente triste, irritado, angustiado, impaciente, nervoso, com dificuldade de concentração, querendo se isolar, não conversar com ninguém, não tendo vontade de sair de casa; sentia também muita solidão.

Em 2008, passou por um psiquiatra que lhe receitou um antidepressivo. Desde os 18 anos, trabalhava numa empresa (começou como office boy e veio subindo de cargo), mas ela acabou falindo. Mas, ainda hoje, não conseguiu superar, aceitar o seu fechamento, a sua falência.
A partir daí, entrou numa depressão profunda, perdeu o gosto pelo trabalho e pela vida, não tendo mais vontade de procurar outro emprego. Perdeu também o prazer de sair com sua família e sentia um aperto grande no peito, angústia, vontade chorar , achando que iria acontecer algo de ruim em sua vida.

Ao regredir, o paciente me relatou: "Vejo um casal sentado à beira de um lago... Do seu lado esquerdo tem uma montanha que contrasta com o lago porque é meio escuro, sem vida, as rochas são escuras (ele estava descrevendo o vale das trevas, do umbral).
O rapaz está com uma camisa branca, está de costas, é magro e seu cabelo é liso e preto; a moça usa um vestido branco com listras verdes. Seu cabelo é cacheado, preto, mas não dá para ver o seu rosto".

- Avance mais para frente nessa cena - Peço ao paciente. (pausa).
"Estou vendo novamente aquela montanha escura... Acho que vou escalar essa montanha. (pausa).
Agora estou no topo dela... É tudo escuro. Embaixo vejo um vale também muito escuro".

- Procure imaginar uma luz grande, intensa e sem limites - Peço ao paciente.
"Vejo essa luz...mas tem algo atrapalhando, não deixando que eu a visualize...A luz aparece no fundo dessa montanha, mas tem algo escuro que fica na frente dela...É uma sombra que a cobre...Ela sai, deixa a luz, mas novamente aparece, ficando em sua frente. Agora a luz sumiu, ficou tudo escuro".

- Traga essa luz novamente, procure se concentrar - Peço ao paciente.
"Agora a vejo melhor, ela é bem intensa...Vejo também uma pessoa no meio dessa luz...Parece ser uma mulher...Ela me diz que é a minha mentora espiritual, que preciso encontrar o caminho da luz para ter paz, sabedoria e entendimento da vida".

- Pergunte à sua mentora espiritual de que forma você pode encontrar o caminho da luz?
"Diz que é me preparando com Cristo".

- E como você pode fazer isso?
"Em oração, buscando fortalecer a minha fé a cada dia".

- Pergunte-lhe quem é essa sombra que encobre a luz?
Diz que sou eu no passado, numa vida passada; é o meu espírito quando estava nas trevas.
Vejo novamente aquele casal do lago...A minha mentora espiritual me diz que esse casal foram meus filhos de uma vida passada".

- Pergunte por que ela está lhe mostrando os seus filhos dessa vida passada...
"Diz que me mostra para não errar mais na vida atual, como ocorreu no passado (o paciente tem dois filhos na vida atual). Ela me esclarece que na vida passada eu não os orientei como pai (paciente fala chorando).
Esclarece ainda, que na vida passada, anterior à atual, cometi muitos erros, e que por isso o meu espírito, aquela sombra, ficou preso a esse passado porque não pedi o perdão para alcançar a graça e, com isso, fiquei isolado, sozinho naquele vale escuro, o umbral. Então, hoje, sou obsessor de mim mesmo".

- Pergunte à sua mentora espiritual de onde vem a sua depressão profunda...
"Diz que vem da falta de buscar mais a Deus. Fala que sou um ser de luz, que vim nessa vida atual para brilhar, e que é esse o meu propósito de vida.
Revela que na encarnação atual vim para fazer o bem, para amar às pessoas, acima de qualquer condição, e que através do amor vou me libertar de tudo.
Revela ainda que para resolver a depressão, a irritação e o meu isolamento, preciso buscar o amor no Senhor e, desta forma, tudo se resolverá.
Ela me fala: "Ame a si mesmo primeiro, que você amará mais o próximo".

- Pergunte-lhe como você pode se amar mais?
"É diminuindo o meu orgulho, tendo calma e compreensão com as palavras ditas às pessoas, e procurndor não me desvirtuar dessa luz que sempre anda comigo.
Reafirma que sou um ser de luz, e que tenho que brilhar para as pessoas. Diz que por mais que venham pensamentos negativos, maldosos em minha mente, tenho que ter amor, pois ele destrói qualquer tipo de maldade, quebra qualquer barreira ou obstáculo. Diz ainda que tenho um longo caminho a percorrer, por isso tenho que ser persistente".

- Pergunte-lhe por que você ainda não aceitou o fechamento da empresa onde trabalhava...
"Esclarece que foi o meu primeiro emprego, que fui criado nessa empresa, cresci profissionalmente, e que criei um vínculo forte com ela, mais forte do que a minha própria família.
Essa empresa se tornou uma doença, fiquei obcecado, fui crescendo nela e adquirindo um amor muito grande por ela, a ponto até de esquecer de minha família".

- Pergunte à sua mentora espiritual como você pode superar essa perda...
"É buscando novos horizontes, e que o caminho já começou a se abrir. Fala que o que passei foi uma etapa que tinha que passar em minha vida. É uma prova de superação, que tenho que ser forte e sempre ter em mente que tenho luz, e que tudo se resolverá.
Diz ainda que tem muita gente que depende de minha luz...Agora vejo o rosto de minha mãe...Minha mentora espiritual está falando que ainda vou brilhar muito para a minha família.
Afirma que a minha mãe ultimamente está me achando muito triste, por isso que apareceu o rosto dela agora pouco. Fala que ela sente, percebe quando eu brilho; por isso, a minha mentora espiritual pede para que eu renove a minha energia com o Senhor, pois Ele é a Força de tudo, que com Ele, vou vencer qualquer barreira. Esclarece ainda que não importa a religião, mas o mais importante é confiar Nele.
Pede que eu tenha fé, reafirma que tudo se resolverá. Pede também para afirmar sempre, repetir que sou Vida, sou Amor, que sou Luz!
É para orar bastante, viver em oração constantemente!
Ela não para de falar que sou Luz, que é para sempre lembrar disso.
Diz ainda: "Ame a todos, independentemente de quem seja!"

- Pergunte à sua mentora espiritual como ela gostaria que você a chamasse...
"Diz que o seu nome é Maria, a Mulher. Agora ela me aparece mais nítida, usa um manto branco e a parte interna é um azul claro. Ela irradia muita luz!

Fala que sou o filho dela, que sou um ser de amor, do bem; pede para nunca esquecer disso.
Agora está indo embora, dando um tchau e diz: - Até uma próxima vez! Ela sumiu, não a vejo mais".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

BOM DIA!

Eu espero que você tenha um belo amanhecer, E que, amanhecendo, você desperte sorrindo… E que, sorrindo, você siga o seu caminho, a sua jornada de trabalho, contagiando todos à sua volta…Que seu anjo da guarda sempre lhe acompanhe, E faça sua luz ser mais brilhante… Essa luz que tantas vezes já iluminou o meu astral…
Quero que a sua saúde, em momento algum, Te deixe na mão… Nem um mal estar, nem um nada, pode atrapalhar o seu BOM DIA…Espero, por fim, que, ao fim do dia, Antes do seu repouso, Você ainda tenha ânimo para ler. Porque eu lhe desejo um bom dia, Amanhã, depois, e sempre!!!

Relaxe e aproveite!

Sabes aquele dia em que estás tão feliz? E de repente leva aquela “bronca” do chefe? que te deixa completamente “alucinado”?! Vai pra casa, troca de roupa… Encontra uma pessoa querida… Encontra os amigos… Porque há pessoas que te amam exatamente como tu és e te acham simplesmente o máximo!!! Não te escondas de ninguém…Que fazem questão de te encontrar… Para saber se estás bem… Que quer te encontrar livre, leve e solta (o)… Ou, quem sabe, às vezes, meio desconfiada (o)… Ou até mesmo sossegada (o)… Independente da companhia que pintar… Seja ele ou ela … Relaxa e…Aproveita o dia !!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mágoa desnecessária

As relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente.

Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano.

Não é raro indivíduos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e agüentar a outros.

O raciocínio se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante.

E não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares.

Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência.

Somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social.

Somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves seqüelas à vida emocional e psicológica.

É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis.

É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia. São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos.

Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos.

Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças.

Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.

Desta forma, cabem a cada um de nós procurarmos resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.

Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração.

Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 41, do
livro Ações corajosas para viver em paz, pelo Espírito
Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 27.08.2010.

Tenham um dia repleto de paz!

Beijos em vossos corações

Isso se chama amor...




Você surgiu como suave melodia trazida pela brisa; dilatou-se no silêncio de minha alma e fez-se moldura em meu viver.

Isso se chama ventura.

Há algo em você que transparece num olhar, como estrela no céu atapetado de astros e exterioriza-se num sorriso como canção tocada na harpa dos ventos.

Isso se chama ternura...

Sem olhar, você me percebe; sem falar, você me diz; sem me tocar, você me abraça...

Isso se chama sensibilidade.

Quando me perco em labirintos escuros, você me mostra o caminho de volta...

Quando exponho meus tantos defeitos, você faz de conta que não nota...

Se enlouqueço, você me devolve a razão...

Isso se chama compaixão.

Nos dias em que as horas passam lentas, sem graça e sem luz, nos seus braços eu encontro alento.

Quando os dias alegres de verão partem e em seu lugar chega o outono, cobrindo o chão com folhas secas, e o verde exuberante cede lugar ao cinza, nos seus braços encontro harmonia.

Isso se chama aconchego.

Quando você está longe, no espelho da saudade eu vejo refletida a certeza do reencontro.

Nas noites sem estrelas, quando a escuridão envolve tudo em seu manto negro, você me aponta a carruagem da madrugada, que vem despertar o dia com suas carícias de luz...

Isso se chama esperança.

Quando as marés dos problemas parecem tragar em suas ondas as minhas forças, em seus braços encontro reconforto.

Se as amarguras pairam sobre meus dias, trazendo desgosto e dor, sua presença me traz tranqüilidade.

Você é um raio de sol, nos dias escuros...

É ave graciosa que enfeita a amplidão azul...

Você é alma e é coração.

É poema e é canção...

É ternura e dedicação...

Nada impõe, tudo compreende, tudo perdoa...

Sua companhia é doce melodia, é convite a viver...

... E tudo isso se chama amor!

Surge depois que as nuvens ilusórias da paixão se desvanecem.

Que a alma se mostra nua, sem enfeites, sem fantasias, sem máscaras...

Enfim, o amor é esse sentimento que brota todos os dias, como a flor que explode de um botão, ao mais sutil beijo do sol...

Isso, sim, se chama amor...

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. Fep.
Em 11.05.2009.

Tenham um dia repleto de paz!

Beijos em vossos corações

Filtro Solar com Rafinha Bastos

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Borboletas

Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de um amor, de um emprego, de uma casa, de uma amizade… E não conseguimos!
Será que não conseguimos mesmo ou não percebemos os sinais que recebemos… de que ainda não estamos prontos! Preste atenção nesta mensagem sobre borboletas… Ela vai te ensinar muito.
“Não corra atrás de borboletas. Cuide de seu jardim e elas virão até você!” Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que ele é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo. Nós é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo “empurrar o rio”.
Calma! O rio vai sozinho, obedecendo ao ritmo da natureza. Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.
Mas, se nos dedicarmos a cuidar do nosso jardim, a transformar o nosso espaço, a nossa vida, num ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável. As borboletas virão até nós… Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá!

Perfume de Mulher

No filme “Perfume de Mulher” há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde: “Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos …”
“ Mas em um momento se vive uma vida !” Responde ele, conduzindo-a num passo de tango.
E esta pequena cena …é o momento mais bonito do filme.
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só o alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar ;ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.
Tempo todo mundo tem, por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo . Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon…
“A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.”

Importe-se

Pense na última vez que você conversou com alguém e que teve a impressão de que a pessoas não estavam nem um pouco interessadas em conversar com você. Sentiu-se irritado com isso? Então lembre-se de que as outras pessoas também percebem quando não estamos interessados no que elas estão dizendo.

Para atrair as pessoas, temos de nos importar com elas. Quando estamos realmente interessados em alguém, raramente temos problema em manter a conversa fluindo e nos esquecemos de nós mesmos.

Importar-se, significa se pôr no lugar da outra pessoa. Agora, se você não quiser fazer esse esforço, é melhor ir embora. Se você foi conversar com essa pessoa, por que não oferecer toda sua atenção a ela?

Por falar em atenção, vamos abordar um pouco a escuta: 98% das pessoas estão desesperadas para que alguém as ouça. Assim como precisamos de água e de comida, também precisamos de amigos que realmente nos ouçam. Você não gosta quando alguém lhe dá toda atenção?

Não é uma experiência especial, quando outra pessoa se põe no seu lugar para tentar ver os problemas da vida através de seus olhos? Pense nisso e retribua. As pessoas lá fora estão ansiosas por alguém que as escute completamente. Se você quiser afetar as pessoas positivamente, tente escutá-las com 100% de atenção. Você vai se tornar especial para elas.

Mas tente escutá-las sem julgar. Converse com qualquer pessoa que esteja em um relacionamento falido e ouvirá comentários do tipo: "nós já não conversamos mais..."; "não há comunicação em nosso casamento..."; "meu pai não me ouve...".

Nesses casos, temos não apenas de ouvir, mas ouvir sem julgar. Muitas vezes, não há necessidade de o ouvinte expressar uma opinião, apenas ser capaz de compartilhar sentimentos, ser solidário com um ser humano, só isso já é suficiente.

Andrew Matthews
Quando ofensas te espancarem o coração, esquece todo mal, recordando quantas vezes teremos ferido impensadamente aos outros e não conserves mágoas que te envenenariam a vida.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Afinidades

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro, mas quando existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. 
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado? Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios?


Sentir com, é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas, quanto das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação, porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

Aprenda a cuidar de si mesmo

O discípulo se aproximou do mestre:
- Durante anos busquei a iluminação - disse. - Sinto que estou perto, e quero saber como dar o próximo passo.
- Um homem que sabe buscar a Deus, sabe também cuidar de si mesmo. Como você se sustenta? - perguntou o mestre.
- Isso é apenas um detalhe. Tenho pais e mais ricos, que me ajudam no meu caminho espiritual. Por causa disso, posso me dedicar inteiramente às coisas sagradas.
- Muito bem – disse o mestre. – Então vou lhe explicar o próximo passo: olhar o sol por meio minuto.
O discípulo obedeceu. Quando acabou, o mestre pediu que descrevesse o campo a sua volta. -Não consigo vê-lo. O brilho do sol ofuscou meus olhos.

Um homem que mantém os olhos fixos no sol, termina cego. Um homem que apenas busca a Luz, e deixa suas responsabilidades para os outros, jamais encontra o que está buscando - foi o comentário do mestre.
                  

Razão de viver

Muitas pessoas erguem-se pela manhã acreditando não existir qualquer sentido para despertarem.

Dormem sem nenhum objetivo e acordam do mesmo modo, transformando o dia-a-dia, em uma experiência insossa ou vazia.

Vagam pelas ruas, sem destino certo, à mercê do que lhes aconteça no curso do dia.

Levam uma vida sem direção, desvalorizando o tempo e a oportunidade de estarem reencarnados.

Deixam-se levar pelos “ventos do acaso”.

Não vêem significado em família, em amigos, nem em trabalho.

Quando se estabelece este estado d’alma, a pessoa corre o risco de ser tragada pelo aguaceiro das circunstâncias, sem quaisquer resistências morais para enfrentar as dificuldades.

Com certeza, não é o melhor modo de se viver.

É urgente que nos possamos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida.

É necessário que tomemos gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis de Deus.

Seria muito belo se cada pessoa – principalmente as que não vêem sentido para a própria vida – resolvesse perguntar-se: “O que posso fazer em prol do mundo onde estou?

Para que, afinal, é que eu vivo?

Para quem é que eu vivo?”

Dificilmente não achará respostas valiosas, caso esteja, de fato, imbuída da vontade de conferir um sentido para sua existência.

Cada um de nós, quando se encontra nas pelejas do mundo terreno, pode viver para atender, para cuidar de alguém ou de alguma coisa, dando valor às suas horas.

É importante dar sentido à vida.

É importante viver por algo ou por alguém.

Dedique-se a um ser que lhe seja querido, que lhe sensibilize a alma, e passe a viver em homenagem a ele, ou a eles, se forem vários.

Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o bem geral, e passe a viver em cooperação com ela.

Dedique-se a cuidar de plantas, de animais, do ambiente.

Apóie-se em algum projeto justo, desde que voltado para as fontes do bem, pois isso alimentará o seu íntimo.

Assim seus passos na terra não serão a esmo, ao azar.

Quando se encontram razões para viver, passa-se a respeitar e a honrar as bênçãos da existência terrestre.

Cada momento se converte em oportunidade valiosa para crescer e progredir.

A vida na terra não precisa ser um “campo de concentração” a impor-lhe tormentos a cada hora.

Se você quiser, ela será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos, após a sementeira responsável e cuidadosa que você fizer.

Dedique-se a isso.

Empreste sentido e beleza a cada um dos seus dias terrenos.

Liberte-se desse amortecimento da alma que produz indiferença.

Sinta que, apesar de todos os problemas e dificuldades que se abatem sobre a humanidade, a chuva continua a beijar a face do mundo e um sol magnífico segue iluminando e garantindo a vida em todo lugar.

Isso porque, todos nós somos alvos da dedicação de Deus.

***

O tempo é uma dádiva que Deus nos oferece sem que o possamos reter.

Utilizá-lo de forma responsável e útil é dever que nos cabe a todos.

Dê sentido às suas horas, aos seus dias, e assim, por conseqüência, a toda a sua vida.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Para uso diário, capítulo 25, de J. Raul Teixeira, ditado pelo Espírito Joanes.

Tenham um dia repleto de paz!
Beijos em vossos corações

Não desista do bem

Por vezes nos sentimos impotentes diante das próprias limitações.
Gostaríamos de fazer tanta coisa, de mudar as situações que nos infelicitam e fazem sofrer aqueles que nos rodeiam, mas não logramos sequer dar o primeiro passo.

Os problemas do mundo são tantos que temos a impressão de que não há nada que possamos fazer, considerando a nossa pequenez.

Talvez você também já tenha pensado em desistir do bem e deixar que as coisas sigam ao sabor dos ventos...
Talvez você desejasse ser tanta coisa e muito pouco consiga ser... Mas mesmo assim, nunca desista do bem.
Há dias em que você desejaria ser um grande e produtivo pomar...

Ante a dificuldade de consegui-lo, torne-se uma árvore frondosa e acolhedora, que produza flores e frutos.
Por vezes, você gostaria de ser uma fonte cristalina.
Não o logrando, transforme-se num vaso de água fresca e aplaque a sede de alguém.

Você desejaria ser uma montanha altaneira a apresentar horizontes infinitos ao homem que a conquistasse.
Diante da impossibilidade, seja um degrau humilde para a ascensão de quem ambiciona a glória estelar.
Você pretenderia ter um sol emboscado no coração, a fim de clarear os viajantes da noite.
Em face do impedimento, acenda uma lâmpada de esperança no caminho de um desalentado.
Você almejaria ser um jardim de bênçãos para o enriquecimento da paisagem dos homens.

Não o conseguindo, converta-se numa flor, abençoando com seu perfume, a estrada dos desesperados.
Você ambicionava as gemas preciosas do seio generoso da terra, a fim de diminuir a dor e a miséria dos caminhantes da aflição.
Não as possuindo, distenda a palavra de renovação como pérola de inigualável valor, soerguendo quem se recusa a levantar para prosseguir na luta.

Você pensava em escrever poemas de engrandecimento à vida, enriquecendo as mentes e os corações com painéis de luz e sabedoria.
Na impossibilidade de fazê-lo por lhe faltarem os requisitos essenciais, redija uma carta singela com expressões de amor, a quem se encontra na curva da queda e perdeu a confiança na afeição dos outros.
Você esperava a melhoria das criaturas e do mundo...

Decepcionado por não poder alcançar essa difícil meta, erija no altar dos sentimentos um santuário à fraternidade e ao dever superior.
Não desista do bem, não desfaleça no bem, não duvide da vitória do bem.
Agasalhe-o no imo da alma e seja uma expressão do bem em triunfo, mesmo convertido num grão de mostarda que, todavia, produzirá estímulos vigorosos para o bem de todos.
Seja qual for a situação, jamais desista de fazer o bem.

Jamais duvide da força do bem, porque o mal não tem vida própria, ele só se insinua quando o bem não está presente.
O mal, assim como a sombra, bate em retirada aos primeiros raios de luz.
***

Faze o bem em toda parte com as mãos e com o coração, orando e esclarecendo, a fim de que o trabalho da verdade fulgure em teus braços como estrelas luminescentes em forma de mãos.


Equipe de Redação do Momento Espírita, adaptação do cap. 8 do livro Momento de Decisão, Divaldo Franco, pelo Espírito Marco Prisco e no verbete “Bem”, do livro Repositório de Sabedoria, 1º volume.

Tenham um dia repleto de paz!

Beijos em vossos corações

AMAR A NÓS MESMOS

Amar a nós mesmos não é consagrarmos a vida à exaltação absoluta do corpo de carne que o homem serve de veículo provisório na luta redentora da Terra.

Certo, tanto quanto devemos atenção e assistência a qualquer máquina útil, não podemos relaxar no cuidado que nos merece a vestimenta física, entretanto, não nos cabe centralizar todos os objetivos da existência naquilo que, no fundo, seria a preservação da animalidade.

Amarmo-nos, então, será atendermos ao justo imperativo de nossa habilitação espiritual para a vida eterna.

Nesse sentido, é indispensável aproveitarmos o concurso valioso e eficiente da dor e da luta, do trabalho e do sacrifício, na aquisição de nossas melhores experiências para os círculos mais altos.

A pedra que fugisse ao buril e o vaso que se desviasse do clima asfixiante do forno jamais seriam arrancados do primitivismo agreste aos espetáculos da beleza e da utilidade.

Claro, portanto, que se realmente amamos a nós mesmos, não podemos perder a nossa oportunidade de elevação, através das provas e dos sofrimentos que o estágio curto na Terra nos oferece.

Renúncia é sublimação.
Obstáculo é auxílio.
Trabalho é posse de competência.
Disciplina é sementeira de altos valores espontâneos.
Obediência ao bem é construção do progresso comum.
Escravidão aos deveres da reta consciência é acesso à Vida Superior.
Silêncio é porta para a humildade.
Serviço de hoje aos semelhantes é influência divina amanhã.
Dificuldades bem superadas são bênçãos.

Se buscarmos, desse modo, amar a nós mesmos, saibamos desprezar o contentamento efêmero de algumas horas na carne escura e frágil, valorizando o nosso ensejo de aprender e crescer, com os entraves e sombras, com as dores e aflições do caminho terrestre, porque, purificando a nós mesmos, no sacrifício pelo bem dos outros, mais cedo alcançaremos a áurea da imperecível felicidade.
pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Construção Do Amor, Médium: Francisco Cândido Xavier.
“Eu pedi forças… e Deus deu-me dificuldades para me fazer forte. Eu pedi sabedoria… e Deus deu-me problemas para resolver. Eu pedi prosperidade… e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar. Eu pedi coragem… e Deus deu-me obstáculos para superar. Eu pedi amor… e Deus deu-me pessoas com problemas, para ajudar. Eu pedi favores… e Deus deu-me oportunidades. Eu não recebi nada do que pedi… mas recebi tudo o que precisava”.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

CENSURAS

Ler, pensar e refletir sobre os textos de Emmanuel é sempre oportunidade renovada de aprender continuamente. A capacidade de síntese desse notável benfeitor que se utilizou das mãos abençoadas de Chico Xavier para nos orientar através de seus textos é admirável. Suas linhas compactas, seus parágrafos e textos lúcidos ensinam muito. Daí a importância de nos debruçarmos sobre seus livros para saciar a sede de conhecimento e aprender muito. Seus romances clássicos ou seus livros de mensagens que comentam o Evangelho ou os livros da Codificação são preciosos. No livro Rumo Certo, editado pela FEB, no capítulo 49, encontramos a importante reflexão Não censures, de onde nos permitimos refletir sobre os ensinos ali contidos. Ao convidar à não censura, Emmanuel já traz valioso ensino no início de sua abordagem: Onde o mal apareça, retifiquemos amando, empreendendo semelhante trabalho a partir de nós mesmos. Note o leitor que diante de mal de qualquer origem, ela pede que nos retifiquemos amando, ao invés de apenas censurar, a partir de nós mesmos e na sequência relaciona exemplos do artista e do cirurgião que, utilizando atenção, carinho, paciência, retifica os quadros a que se dedicam ou se lhes apresentam, alcançando resultados em suas áreas específicas. É que em tudo, como indica a sequência do texto que sugiro ao leitor conhecer na íntegra, ele destaca a importância da paciência para se alcançar resultados. Isso porque o progresso, a luz, a felicidade nascem da construção lenta do tempo. Citando Deus com sua esperança e paciência infinitas, coloca o exemplo magnífico da semente que se transforma para gerar os frutos de sua essência, através do tempo... Parece-nos que o objetivo maior da linda mensagem é destacar que, diante das adversidades a que estamos expostos, nunca devemos nos desesperar ou desanimar. É preciso mesmo muita paciência para transformar as ocorrências em bênçãos de aprendizado e orientação. É que Deus está em toda parte, opera por caminhos que desconhecemos e transforma tudo em aprendizado para que amadureçamos nas experiências. Isto é amor Divino. A experiência do próprio autor espiritual faz com que conclua a reflexão com a sabedoria que lhe é própria em linda frase: sempre que nos vejamos defrontados por dificuldades e incompreensões, saibamos servir com paciência e aprenderemos que, à frente dos problemas da vida, sejam eles quais forem, não existem razões para que venhamos a esmorecer ou desesperar. Sim, porque Deus sempre permanece agindo através da sabedoria de suas leis e se usarmos a paciência nas dificuldades, superaremos os problemas e desafios e com uma grande vantagem: aprendemos algo mais, saímos amadurecidos. Afinal, tudo passa. Caso você não tenha o livro em casa, poderá ler a mensagem na íntegra, pesquisando na internet: RUMO CERTO – Francisco Cândido Xavier – pelo Espírito Emmanuel. Você encontrará o livro todo e aí basta pesquisar no índice a lição 49.
Orson Peter Carrara, Texto enviado pelo autor para inclusão em nosso site.
www.caminhosluz.com.br 
"Eu permito a todos ser como quiserem e a mim como devo ser."
Chico Xavier

Concentre-se nas frases abaixo: 

'Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez'.  
    'Quando Deus tira algo de você, Ele não o está punindo, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor'.                             

    'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegêlo'.

Prece de Cáritas

Esta prece se encontra na obra "Rayonnements la Vie Spirituelle", de W. Krell, livro que fez grande sucesso em seu lançamento e é ainda editado na Bélgica.
Esta prece do Espírito Carita foi psicografada na noite de 25 de dezembro de 1873, portanto, há mais de 100 anos.
(do livro Preces Espíritas..Cairbar Schutel)


Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!
Deus, dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes.
Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre.
Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.
Deus!
Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.
Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.
Assim Seja.

Ouvir e escutar - Osho

A arte da escuta é algo divino.
Se você puder escutar corretamente, aprenderá o segredo mais profundo da meditação.
Ouvir é uma coisa, escutar é totalmente diferente; são mundos separados.
Ouvir é um fenômeno físico; você ouve porque tem ouvidos.
Escutar é um fenômeno espiritual; você escuta quando tem atenção, quando seu interior se une a seus ouvidos.
Escute os sons da natureza e da mesma forma escute as pessoas.
Escute sem impor coisa alguma ao que você está escutando – não julgue, pois no momento em que você julga, a escuta cessa.
Uma pessoa realmente atenta permanece sem tirar conclusões, nunca conclui sobre coisa alguma,
porque a vida é um processo, não se esgota no seu julgamento.
Somente os tolos podem concluir; o sábio hesitará ante as conclusões.
Escute, portanto, de uma forma aberta, atenciosa, alerta e receptiva.
Simplesmente esteja presente, totalmente com o som que o circunda.
Você ficará surpreso, pois perceberá que está realmente escutando e, ainda assim, haverá silêncio.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A palavra da inocência

Quase sempre acreditamos que as crianças não entendem o que acontece ao seu redor. Tomamos decisões, inclusive a respeito de suas próprias vidas, sem nos importar com seus sentimentos.

Assim acontece nas separações conjugais, em que se decide com quem ficarão os filhos. Assim é quando se decide mudar de residência e até mesmo quando se opta por transferi-los de uma para outra escola.

No entanto, as crianças estão atentas e percebem os acontecimentos muito mais do que possamos imaginar.

A jornalista Xiran que, apesar do regime de opressão e abandono que viveu na China, manteve um programa de rádio, em nanquim, conta uma história singular, em seu livro: As boas mulheres da China.

Havia uma jovem que se casou com um rapaz muito culto e de projeção política na china. Durante três anos, pelo seu status, ele foi estudar em Moscou.

Ela viveu anos de felicidade ao seu lado. Um casamento que foi abençoado com dois filhos. “era uma mulher de sorte”, comentava-se.

Então, exatamente no momento em que o casal se alegrava com o nascimento do segundo filho, o marido teve um ataque cardíaco e morreu, repentinamente.

No final do ano seguinte, o filho mais novo morreu de escarlatina.

Com o sofrimento causado pela morte do marido e do filho, ela perdeu a coragem de viver.

Um dia, pegou o filho que restava e seguiu para a margem do rio Yangtsé. Seu intuito era se unir ao marido e ao bebê na outra vida.

Parada à beira do rio, ela se preparava para se despedir da vida, quando o filho perguntou, inocentemente: “nós vamos ver o papai?”

Ela levou um choque. Como é que uma criança de 5 anos podia saber o que ela pretendia fazer?

E perguntou: “o que é que você acha?”

Ele respondeu: “é claro que vamos ver o papai! Mas eu não trouxe o meu carrinho de brinquedo para mostrar para ele!”

Ela começou a chorar. Nada mais perguntou. Deu-se conta de que ele sabia muito bem o que ela pretendia.

Compreendia que o pai não estava no mesmo mundo que eles, embora não fizesse uma distinção muito clara entre a vida e a morte.

As lágrimas reavivaram nela o instinto materno e o senso de dever.

Tomou o filho no colo e, deixando a correnteza do rio levar a sua fraqueza, retornou para sua casa.

A mensagem de suicida que tinha escrito foi destruída.

Enquanto fazia o caminho de volta ao lar, o menino tornou a perguntar: “e então, não vamos ver o papai?”

Procurando engolir o pranto, ela respondeu: “o papai está muito longe. Você é pequeno demais para ir até lá. A mamãe vai ajudá-lo a crescer, para que você possa levar para ele mais coisas. E coisas muito melhores.”

Depois disso, ela fez tudo o que uma mãe sozinha pode fazer para dar ao filho o melhor.
***
As crianças não são tolas. E muito mais do que possamos imaginar permanecem atentas, em especial a tudo que lhes diga respeito.

Percebem os desentendimentos conjugais, as dificuldades domésticas, a ponto de ficar enfermas.

Por tudo isso, preste mais atenção ao seu filho. E, sobretudo, fale com ele sobre dificuldades e sobre as soluções possíveis.

Não o deixe crescer ansioso e triste. Ajude-o a viver no mundo, seguro e firme.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. A catadora de lixo, do livro As boas mulheres da China, de autoria de Xinran, ed. Companhia das letras.

Tenham um dia repleto de paz!

Beijos em vossos corações