Beginnig of a new phase of life

sábado, 31 de março de 2012

Tarde calma...

Hoje parei um instante em meio a minha tarde agitada.
Olhei tudo a minha volta.
Fechei os olhos e respirei profundo,
Sorvendo aquele ar frio de tarde nublada.
O farfalhar suave das folhas...
A terra levemente molhada!
Vozes doces, algumas conversas aos cochichos,
Os gritos?
Também me pareciam sussurros.
Ou eles estavam longe demais, ou eu estive!
Alguns sorrindo, outros talvez, assim como eu, contemplando aquela tarde.
As cenas me vinham a retina lentamente
Numa compassiva lentidão...aos passos contados.
Contemplei um pouco de tudo ao meu redor
E respirei com gosto aquele ar puro a minha volta.
E num pedaço de solo, flores do campo
Nas cores branco e amarelo
Tão pequenas, tão delicadas, tão perfumadas...
Talvez alguem tenha notado minha presente ausência
Talvez não!
Mas houve a ausência da minha presença!
Metamorfose de uma tarde agitada, para a realidade de uma calma tarde...foi só parar e perceber!
Cristina Lira

sexta-feira, 30 de março de 2012

Estão te julgando erradamente? Liga não


Aprende uma coisa: Quem julga o outro pertence ao grupo das pessoas que são fracas, que julgam porque querem inferiorizar a outra pessoas, justamente porque se sentem inferiores, e fazem isso porque não tem a capacidade de se transformar em alguém melhor e morrem de preguiça de mudar de vida, por isso é bem mais fácil para esse tipo de gente falar mal. São pessoas que realmente temos que ignorar, e se puder, até ajudar, porque realmente precisam.

Luciana de Mira
http://queiratocaroceu.blogspot.com.br/

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Ao aprender a amar, o homem derramará lágrimas não de tristeza, mas de alegria. Chorará não pelas guerras nem pelas injustiças, mas porque compreendeu que procurou a felicidade em todo o universo e não a encontrou. Perceberá que Deus a escondeu no único lugar em que ele não pensou em procurá-la: dentro de si mesmo."

(Augusto Cury - Você é Insubstituível)

*Trecho enviado pela Layza Macedo

Do alto


A escuridão ofusca o que não ouso ver. Momentos nem sempre fáceis costumam retornar, brincando com meus pensamentos e sentimentos. Cutucando-os com vara curta. Nem sempre é fácil enfrentar o que nos atinge minutos antes do sono chegar para acalentar. Noites são levemente mais difíceis quando os dias não favorecem, mas como tudo na vida, podem ser fáceis quando vistas de outra maneira. Noite estrelada e fria. Me traz um vagalume que proporciona luz (que se apresenta de tantas formas.) Ele dança em frente a minha varanda, em frente ao quintal da minha alma. Enquanto observo seus gestos delicados, quase esqueço que é noite, quase esqueço de meus problemas, quase esqueço... O que salva à noite são as estrelas. E o luar. E o vagalume que sempre dança na minha janela.

[Noemyr Gonçalves]

"Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores."

Sei lá, mas acho que sonhar nunca é demais. Por isso eu sonho, invento e pinto um mundo que só eu acredito. No meu mundo tem eu, tem você e uma tarde de céu azul. No meu mundo eu como guloseimas e não fico acima do peso, eu faço estrelinha sem medo de quebrar o pescoço. Eu espero sem ser consumida pela ansiedade. No meu mundo a gente dá risada o tempo todo e não se importa com a maldade, porque a gente sabe que o bem é muito maior e significativo. E você diz que me ama. Que ama cada pedaço meu.

No meu mundo eu te conheço em um dia qualquer, eu não crio expectativas e não estou nem-aí a princípio, mas depois o que eu mais quero é estar-aí. Estar aí com você contando o que aconteceu no meu dia. Depois o que eu mais quero é me sentir amada, e olha só: eu consigo! Porque você não regra amor, e sabe a medida certa do bom e do belo que eu tanto busco.

Você entende que de vez em quando eu preciso ficar sozinha, porque tenho dessas coisas, eu preciso ficar só, colocar meus pensamentos em ordem, não atender ao telefone, pensar na vida em meio a uma leitura ou a uma conversa que nem sempre está um tédio. Mas eu preciso parar... pensar... e parar de novo. Porque você sabe que só assim eu posso me dar por inteira. Eu sou inteira através das pausas. Sou inteira quando tenho liberdade nos meus passos, na minha alma.

Eu posso sonhar que vamos nos encontrar qualquer dia a tarde e ficar de mãos dadas vendo o pôr do Sol, ou que vamos nos encontrar e andar meio distantes, porém compreendendo um ao outro. Vamos andar como se fôssemos apenas colegas de trabalho, mas o que os outros não saberão é que nossos corações são amores de outras vidas.

Eu posso sonhar sim, com um amor novo, bonito, leve e com cheiro de manhã. Eu posso sonhar com esse amor estranho que me deixa levemente trêmula, mas sabe o que eu quero e me entende sem muita dificuldade. Eu posso SIM, sonhar com um amor colorido e com gosto de torta de maça. Eu sonho com um amor sempre novo, mesmo depois de cinquenta anos juntos. Eu sou dessas, invento demais, sonho demais, idealizo demais. E quer saber? Eu amo ser assim! Que terrível seria não ter os sonhos para me dar um mundo como gosto. E os sonhos não são para isso? Para nos dar o que queremos, mesmo quando parece impossível viver a situação, mesmo quando achamos que a coisa não vai? Deus nos deu os sonhos foi para nos livrar do peso do mundo! E o meu mundo? É leve, é doce, é colorido... É REAL!

[Noemyr Gonçalves]
*Título é Fernanda Mello

quinta-feira, 8 de março de 2012

 
Embora seja completamente ilógico, tenho notado que algumas pessoas se preocupam mais em viver para provar para quem elas não gostam que são felizes, do que em ser feliz de fato ao lado de quem elas gostam!
 
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· · · há ± 1 hora próximo a Porto Alegre

Recomeçar


Recomeçar é a atitude que demarca um tempo de inquietude e de excepcional emoção
É a ansiedade calada, permeada de esperanças, que encarcera o passado para poder preparar um novo futuro.
É o sentimento de coragem, de força, que vem generosamente tomar conta da alma para imprimir novas oportunidades a vida e temperar a luta
É o ir à busca de agasalho, num giro sonolento, incerto e debruçado a sombra de um intenso desejo de acertar o passo e harmonizar a caminhada.
Nem sempre o percurso é leve e fácil. Existem, neste processo misterioso, atropelos, pausas solitárias, letargia, ânsias requintadas, lágrimas suspensas, desertos e chuvas - mas também existe, a energia vital, à vontade firme que ampara, faz o passo brando e o caminho árduo e estreito em larga avenida de luz acompanhada.
O coração errante crê, tem fé e faz renascer e dilatar os sonhos.
Esta é a beleza do recomeço – persistir, permitir e transformar a vida descorada e fria, de fundo enevoado, num caminho carregado de desafios para que possa, novamente, cruzar a soleira do coração.

sábado, 3 de março de 2012

Pare de carregar a mala dos outros....

Participo de uma comunidade que publicou este texto que compartilho com vocês por entender que é válido para todos nós que, seguramente, em algum momento da vida - se não em [quase] toda ela, já sentiu esse peso.
Depois e andar tanto com excesso de peso sobre os ombros cansados, sou favorável à devolução, prefiro uma vida leve e relações que façam toda a diferença!
 Você acredita que carrega malas alheias? Vamos fazer um exercício?

Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição? Ou quando alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias, perde a hora do trabalho com freqüência, gasta mais do que ganha… e muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida diretamente?
Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então, você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho e as coloca no lombo (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade) e a sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá, num canto qualquer da estação.
Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de carregar, fica lá jogada na estação! Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios. A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.
Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é porque certamente estamos carregando pesos desnecessários e inúteis.
Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo. O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser sacralizado.
É o peso da mala que nos deixa assim empedernido.
Quanto ela pesa? Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação, controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa energia vital.
E o medo, o que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça? Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe… e a nossa mala fica na estação…
O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua? Ótimo, então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que não interessa e caminhar mais leve. Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias, chegou a hora de corajosamente devolvê-las aos interessados. Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo. Ao contrário, nesse momento você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a própria mala.
A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para a cumplicidade e o afeto.
Onde está a sua mala?

Grupo Correio de Luz
 
 

Quando ao lado ainda é muito mais longe que qualquer lugar ♫


Não era dor de cabeça, abdominal ou no estômago mas era uma dor. Ou pelo menos acreditava mesmo que fosse. Tempo de sobra faziam pensar em coisas que gostaria de esquecer, lembrar dos vazios e do livro em branco sem sequer uma rasura. Medo de errar? talvez. Mas não sabia como começar, não fazia ideia. E ainda tinha alguém que sempre dizia: não pense demais, apenas comece e vai surgir algo. Pena que o conselho não funcionasse para todas as coisas. Para algumas haviam vertentes que pesavam mais. Para toda regra uma excessão, para cada vida uma condição. Ou um ser condicionante. Por que não a solidão? a humanidade está condicionada à necessidade de um outro alguém? será que sempre seremos partes incompletas que precisam encontrar um outro ser para satisfazer-se por completo? Precisar de alguém é bom apenas e unicamente quando esse alguém existe e está disposto a ajudar. Caso contrário eu não sei. Não sei de quase nada, vivi tanto e tão pouco e... a culpa... a culpa é toda minha. 


 
"Que a felicidade não me doa sempre e tanto, a ponto de assustar. Que haja alguma suavidade nos meus olhos diante do cotidiano e que eu não me emocione exageradamente com esta delicadeza. Que eu saiba dizer sem que isso me machuque demais. Que eu saiba calar sem que isso me provoque uma tagarelice interna inquieta.

Que eu possa morrer de amor e, ainda sim, ser discreta. Que eu possa sentir tristeza sem que ela se aposse de toda a minha alegria. E que, se um dia eu for abandonada pelo amor, não deixe que esse abandono seja para sempre uma companhia."

(Marla de Queiroz)    http://luuhtrindade.blogspot.com/