Beginnig of a new phase of life

sábado, 30 de junho de 2012

A escolha é sempre minha...


Eu tenho no peito uma agitação que não me deixa desistir!
Não consegui encontrar outra expressão mais fiel ao que sinto!
No terreno sem flores eu posso pintar as que eu quiser, da cor que imaginar, enquanto canto alto o brado valente daquela que persegue os sonhos - verto as dificuldades que encontro, mas invento maneiras novas de viver. Me refaço a cada breve interrupção, respiro fundo e retomo a caminhada.
Quando o sol abre meu dia, como hoje, tudo flui muito melhor, mas também há chuvas e trovoadas no céu da minha vida, e são o cinza e o frio desses indesejáveis dias que desfocam os passos em direção ao traçado feito pra mim...me impedem de ver o caminho!
Temporariamente, uma trégua proponho ao ego que persiste na tarefa de controlar-me, e o equilibro energético que restabelece minha relação com meu mundo particular, espana essa névoa traiçoeira e me põe a caminho, mais uma vez. E num crescente recomeçar, venço novas etapas, redesenho o caminhar, me recosto à sombra enquanto me delicio com a paisagem inédita.
Não é da responsabilidade de ninguém os obstáculos ou as belezas que encontro pelo caminho, sou eu quem escolho por onde ir, e se há equívoco, ele acontece nessa hora, não na direção tomada - esta é mera conseqüência.
Estes recomeços são as lições aprendidas, as novas tentativas, a esperança que me impulsiona, frutos de um leve cansaço que não me derrota!
 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Realidade

Cansada de fazer previsões
De criar e recriar instantes
De traçar em minha mente perspectivas
Movida agora pelo desejo, apenas
Da realização das minhas metas
Dos sonhos que me embalavam a noite quando criança
Cansada das buscas sem sucesso
Agora luto com algo chamado
R E A L I D A D E
Não vou esquecer dos sonhos
Dos desejos aqui dentro tão bem guardados, agora.
Mas é bom saber dosar, de vez em quando
É bom não confundir, tanto
Daquilo que na realidade
Sempre pode ser um sonho
Quis muito enchergar futuro
E quase esqueci que o que importa é o presente
A partir de agora, luto com algo chamado
R E A L I D A D E
Cristina Lira