Prezado Luiz Inácio Lula da Silva,
Como grande parte dos brasileiros de minha geração, senti imensa admiração por você ao longo dos anos 1980. Via em você todas as virtudes que se encontram nas pessoas simples do nosso povo alegre e sofrido, ao que se somava a consciência política e a disposição para enfrentar uma organização social iníqua, que me parecia vigir no Brasil desde os tempos da colônia.
Fui petista, mas você sempre me pareceu maior do que o PT, no sentido de que você era a encarnação de um ideal libertário no seio das pessoas simples de nosso povo, enquanto o PT era uma construção de intelectuais, essa gente espúria e sórdida, modelada pela hipocrisia e o autoritarismo, como evidenciam os Evangelhos, na figura dos escribas e dos fariseus.
De modo que, mesmo descrente do PT, Lula, fiz campanha e votei para você em 2002. Mesmo porque, nessa ocasião, eu tinha tido a oportunidade de ter estado próximo a você, de tê-lo conhecido pessoalmente e de ter sido conquistado pelo seu poderoso carisma, que é da mesma natureza do daquele gari carioca que limpa o Sambódromo sambando, logo depois que o carnaval termina, aquele negro de sorriso radiante, que é majestoso apesar de lixeiro.
Foi preciso ver você exercitar o poder para ter meus olhos abertos, seu Lula. O Lula que postulava, candidamente, subir a rampa do Palácio do Planalto, só existia na imaginação dos ingênuos. O Lula assentado na curul presidencial – o verdadeiro Lula – era outro, muito mais semelhante a outros tipos populares de que o Brasil tem sido pródigo, como Fernandinho Beira-Mar ou o Elias Maluco, ambos assassinos implacáveis.
Pobre dona Lindu! É nesse tipo de escória que ela, lá do céu, viu transformar-se o filho querido. Mas Deus a tenha em seu seio misericordioso por que ela não pode ser culpada disso. Não. A culpa, Lula, é toda sua, de sua necessidade de poder, tão semelhante à necessidade que um viciado em crack tem do cachimbinho e da droga. No fundo, Lula, é só isso, sabia? Você deseja somente esse êxtase imbecil da intoxicação psicotrópica.
É para não abrir mão disso que você engendrou esse Gólen que atende pelo nome de Dilma Rousseff. (Sei que você não sabe o que é Gólen, mas eu não vou explicar, vá perguntar ao Luís Dulci.) Aliás, é para tentar amplificar ainda mais esse êxtase e experimentá-lo na mesma proporção de adictos maiores, como Chavez e os irmãos Castro, que você tem insultado acintosamente a nação desrespeitando todos os limites da dignidade de um Presidente de República.
Mas eu só queria lhe dizer que estou me lixando para você. Pois, se você, ao se olhar no espelho, sob os efeitos de seu êxtase psicotrópico, enxerga um homem e um heroi nacional, eu, ao contrário, um brasileiro anônimo mas desintoxicado, olhando não para um reflexo, mas para a realidade, enxergo um bêbado caído na sarjeta, delirando em meio a uma poça de vômito.
Atenciosamente, mas sem nenhum respeito,
Tibiriçá Ramaglio
Como grande parte dos brasileiros de minha geração, senti imensa admiração por você ao longo dos anos 1980. Via em você todas as virtudes que se encontram nas pessoas simples do nosso povo alegre e sofrido, ao que se somava a consciência política e a disposição para enfrentar uma organização social iníqua, que me parecia vigir no Brasil desde os tempos da colônia.
Fui petista, mas você sempre me pareceu maior do que o PT, no sentido de que você era a encarnação de um ideal libertário no seio das pessoas simples de nosso povo, enquanto o PT era uma construção de intelectuais, essa gente espúria e sórdida, modelada pela hipocrisia e o autoritarismo, como evidenciam os Evangelhos, na figura dos escribas e dos fariseus.
De modo que, mesmo descrente do PT, Lula, fiz campanha e votei para você em 2002. Mesmo porque, nessa ocasião, eu tinha tido a oportunidade de ter estado próximo a você, de tê-lo conhecido pessoalmente e de ter sido conquistado pelo seu poderoso carisma, que é da mesma natureza do daquele gari carioca que limpa o Sambódromo sambando, logo depois que o carnaval termina, aquele negro de sorriso radiante, que é majestoso apesar de lixeiro.
Foi preciso ver você exercitar o poder para ter meus olhos abertos, seu Lula. O Lula que postulava, candidamente, subir a rampa do Palácio do Planalto, só existia na imaginação dos ingênuos. O Lula assentado na curul presidencial – o verdadeiro Lula – era outro, muito mais semelhante a outros tipos populares de que o Brasil tem sido pródigo, como Fernandinho Beira-Mar ou o Elias Maluco, ambos assassinos implacáveis.
Pobre dona Lindu! É nesse tipo de escória que ela, lá do céu, viu transformar-se o filho querido. Mas Deus a tenha em seu seio misericordioso por que ela não pode ser culpada disso. Não. A culpa, Lula, é toda sua, de sua necessidade de poder, tão semelhante à necessidade que um viciado em crack tem do cachimbinho e da droga. No fundo, Lula, é só isso, sabia? Você deseja somente esse êxtase imbecil da intoxicação psicotrópica.
É para não abrir mão disso que você engendrou esse Gólen que atende pelo nome de Dilma Rousseff. (Sei que você não sabe o que é Gólen, mas eu não vou explicar, vá perguntar ao Luís Dulci.) Aliás, é para tentar amplificar ainda mais esse êxtase e experimentá-lo na mesma proporção de adictos maiores, como Chavez e os irmãos Castro, que você tem insultado acintosamente a nação desrespeitando todos os limites da dignidade de um Presidente de República.
Mas eu só queria lhe dizer que estou me lixando para você. Pois, se você, ao se olhar no espelho, sob os efeitos de seu êxtase psicotrópico, enxerga um homem e um heroi nacional, eu, ao contrário, um brasileiro anônimo mas desintoxicado, olhando não para um reflexo, mas para a realidade, enxergo um bêbado caído na sarjeta, delirando em meio a uma poça de vômito.
Atenciosamente, mas sem nenhum respeito,
Tibiriçá Ramaglio
http://observatoriodepiratininga.blogspot.com/
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