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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sakineh pode ser executada em poucos dias, denunciam ativistas de direitos humanos


ROMA - A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte acusada de adultério e envolvimento na morte do marido, pode ser executada em dias, denunciaram nesta segunda-feira ativistas dos direitos humanos.
O Comitê Internacional contra o Apedrejamento diz que o governo iraniano deu ordens para que Sakineh seja executada na quarta-feira.
E de acordo com o presidente da associação Refugiados Políticos Iranianos na Itália, Karimi Davood, o governo Mahmoud Ahmadinejad pretende "enforcar Sakineh em segredo".
- Recebemos do Irã informações fundamentadas de uma aceleração dos tempos de execução. Podemos estar na vigília do enforcamento - afirmou Davood.
Ele explicou que Teerã enviou a Tabriz, a cidade onde estão detidos o filho de Sakineh, Sajjad Ghaderzadeh, e seu advogado, Javid Houtan Kian, uma ordem para não soltá-los até que seja executada a pena.
Advogado e filho ficarão presos
A porta-voz do Comitê Internacional contra o Apedrejamento, Mina Ahadi, afirmou que também recebeu indicações deste tipo.
- Haveria uma carta da Alta Corte de Teerã a Tabriz na qual se pede não soltar o filho de Sakineh e seu advogado até que a mulher seja executada - comentou ela.
Sajjad e Kian foram detidos junto a dois jornalistas alemães enquanto davam uma entrevista, há três semanas. Neste sábado, Ahadi afirmou que o familiar da iraniana estava "isolado em uma cadeia secreta" e vinha sendo "brutalmente agredido pela polícia". Segundo as últimas informações, Sakineh continua presa.
A iraniana havia sido inicialmente condenada a morrer apedrejada, pena que foi suspensa em agosto, mas autoridades anunciaram em setembro que o castigo havia mudado para o enforcamento. Com isso, passaria a valer o crime mais grave pelo qual Sakineh era acusada - de ter sido cúmplice no assassinato do marido.
Logo depois que a informação foi divulgada, o Ministério de Relações Exteriores iraniano rejeitou que a decisão fosse definitiva e garantiu que os procedimentos legais ainda não estavam concluídos.

Fonte http://oglobo.globo.com

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