Ano passado homenageei minha mãe e a mãe de meu neto.
Este ano, quero falar delas falando de todas as mães, de mim, da minha, da tua - de você, talvez.
Quero falar da maternidade, desse amor sem fronteiras que cabe no ventre.
Gerar um filho é engravidar do amor antes que ele tenha forma, é preparar a fôrma onde vai desenvolver a vida, é adaptar o corpo para hospedar o representante do amor supremo - ele é superior a tudo!
Conceber um sonho, isto é estar grávida. Não existe um verbo para conjugar este amor, perceberam? Não dá para unir a ele nenhuma outra forma conhecida de amar. Deve ser por esta razão que o chamam incomparável, singular, maior que tudo. O amor MAIOR.
Mas o importante não é discutir este sentimento, é reconhecê-lo, distingui-lo, e, neste dia, senti-lo na sua potência máxima - recordar o chorinho, a bagunça no banho, a manha para dormir, a hora de comer, a curiosidade estampada nos olhinhos, os passos inseguros, a corrida atrás da bola, o olhar extasiado para a primeira boneca, a espera pelo Papai Noel, a busca pelas pegadas do coelhinho, a carícia da mãozinha no rosto quente ou o calor da pele febril que tirava o sono e roubava a tranqüilidade da família.
A infância dá lugar à criança crescida por fora, que abraça e rejeita, que grita, bate a porta e se tranca do lado de fora da gente. Aí, quem chora, somos nós.
Sim, os filhos crescem, e na mesma proporção em que um tombo rala o joelho, mas sangra é o nosso coração. Crescem na medida em que se sentam no banco do motorista, e ficamos nós no vácuo da partida. Eles crescem silenciando nossa fala, enquanto grita a saudade e emudece o apelo. Se diminui a adulação, com eles crescem nossa admiração, a devoção, o orgulho e a paixão.
Temos que aprender a ser mães de bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e maduros - uma verdadeira formação graduada, que não deforma o amor original, quando muito, encolhe um pouco sua expressão efusiva, sem economizar na doação incondicional.
Dia das Mães não uma data fixa, perceberam? O Natal é dia 25 de dezembro, todos os anos. Concluo que seja porque Dia da Mãe, é todo dia, e até o fim de seus dias. Neste dia oito de maio é o dia de reverenciar a mãe porque pariu e recordar a que já partiu. É dia de folhear um álbum imaginário e ver imagens desbotadas pelo tempo, mas impressas na alma cujas janelas das lembranças se abrem em festa. É dia de orar, de olhar para trás e agradecer, olhar adiante e se enternecer, de se emocionar sem entristecer. É dia de colher, de abençoar e compartilhar.
Eu derramo meu amor maternal e filial, mas sou a matriz dessa fábrica incomparável de sentimentos maravilhosos pelas criaturas que mais amo nesse mundo.
Obrigada, mãe, por ter-me, amar-me sem qualquer condição. Foi com você que aprendi, veio daí esta tradição.
Obrigada, meus filhos, por terem feito de mim, mãe.
Parabéns à você mãe amiga que passa por aqui http://baliar.blogspot.com/, parabéns a você mãe-futura e a você que no passado não entendia que amor é este.
Somos todas iguais - amamos desse jeito superior, MAIOR, singular, incondicional.
Beijo a você com carinho antecipadamente, porque estou de saída para abraçar e beijar aos meus.
Corre e beije aos teus!



Um comentário:
Olá Leomar, vejo que meu texto te agradou.
Desejo um ótimo dia das mães para todas as mães da sua família.
Um abraço,
Denise Araujo
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