De preferência, que cada dor da gente não fira ninguém
até poder se transformar em algum jeito de dádiva,
porque grande parte delas se transforma.
Que mesmo doendo, aqui e ali,
a gente possa ter também valentia suficiente
para não abrir mão da nossa capacidade de amar
e nem da nossa sincera alegria diante da preciosidade charmosa
e abundante da vida.
Com tudo o que ela diz e, jardim permeado de sementes, potencialmente, ainda pode fazer florir.
Viver é rico demais, mas, não é raro,
a gente esquece o acesso à própria fortuna.
As nuvens, mesmo as mais densas, são transitórias.
Nós, essencialmente, somos sol.
Ana Jácomo

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