Todos já ouvimos muito falar sobre a incrível Revolução Feminina.
E, em todas suas bravas conquistas que vemos desabrochar, até hoje, fica clara também toda a sua força.
Durante o processo, mudanças de comportamento variaram. Vivemos a fase da fêmea alfa e passamos a mulheres multifuncionais. A buscar o equilíbrio entre seus desejos, seus sentimentos e suas ambições.
Mas, isso já foi tantas vezes discutido. E constantemente retorna como um assunto extenso e complexo descrever nossas inebriantes mulheres.
O que gostaria de falar agora é algo que pouco nos perguntamos durante este tempo: E o homem?
Enquanto as mulheres finalmente começam a livrar-se do conservadorismo e machismo, descobriam-se e revelavam-se a toda gente, o homem simplesmente não entendia nada.
Vejam bem, não estou a cá para defender machistas. E nem poderia já que nunca fui um.
Não estou a falar que não seja verdade que, em outras épocas, o costume fazia com que o homem regozija-se no prazer da submissão feminina. E nem cegar-me-ei para esta postura, que ainda hoje revela-se, de atitudes cruelmente repressoras em relação às mulheres.
Disse e repito: A garra desta revolução trouxe merecidos reconhecimentos às mulheres.
O que quero dizer é que, ao mesmo tempo, entendo que desaprendemos como agir.
E que os homens estão mais perdidos do que nunca em relação às damas.
Elas querem cavalheiros ou isso seria considerado machismo?
Querem que eu seja romântico ou estou a ser pegajoso?
Preciso “pegar” esta menina, senão não serei homem?
Até então, os papéis a serem representados eram muito claros. Hoje, as pessoas têm que decidir por conta própria o que querem e isso leva tempo a ser descoberto.
Por essas, é primeiro necessário que tu saibas quem tu es e não como deverias ser.
O homem costuma saber muito bem o que ele precisa ser para ser visto como homem. Um macho. Mas são por vezes ideias bastante antiquadas, rígidas, que não correspondem com as ideias gerais encontradas na nossa sociedade hoje. As mulheres sabiamente evoluiriam sua percepção em relação ao seu tempo, os homens vivem uma cultura que está atrasada.
Antes conseguíamos nos provar através de autoridades: éramos detentores da posição social, hoje não somos mais. Éramos os independentes trabalhadores, e agora esta função não é apenas nossa. Éramos os chefes da família, hoje a família é uma democracia e com dois presidentes. E todas as funções exercidas pelas mulheres continuam a ser delas. Então, o que somos hoje?
A função do homem está a ser bastante contestada.
E pasmem, a culpa disso é nossa. Os maiores preconceitos que os homens sofrem vem da nossa tentativa de provar algo. Vou explicar:
Alguns conseguem ser mais prestativos e participativos, a criar não só um laço com sua família, mas um equilíbrio em tarefas e rotinas. Quando a igualdade é pronunciada em casa, esta ideia de funcionalidade deixa de ser contestada.
Mas sempre há homens com conceitos pré-feministas que se recusam a ajudar, tentando recobrar certa autoridade. Porém, também não vamos achar que o exagero de delicadezas irá funcionar.
Já ouvi muitos homens a falar algo do gênero: “Os homens são as mulheres de hoje”. É um conceito interessante, mas acho que o que gostariam de dizer é que, os homens mudaram de posição quando as mulheres começaram a assumir o controlo.
Talvez muitas mulheres, é claro, tenham começado a assumir uma postura que antes denunciava os tais machões.
Necessito dizer que, uma postura indelicada e desrespeitosa, independe vindo de um homem ou de uma mulher, é canalhice igual. E nada justifica tendo a ciência de que tu es sempre responsável pelos teus actos, e por nada mais.
Nessa mudança de postura, muitas coisas ficaram mal entendidas.
Claro, quando as mulheres falam que querem homens sensíveis, tu deves dar ênfase tanto a palavra “sensível” QUANTO à palavra “homem”.
Quer dizer: Dê valor a ela (a sua essência e a suas curvas), lembre do aniversário, a apóie quando ela chorar e não faça coisas como diminuir ou desrespeitar a sensibilidade dela.
Mas, isso não quer dizer: Aja como uma mulher. Em momento nenhum foi pedido que perdesses a identidade ou o pulso de homem. Equilíbrio é fundamental.
É relativamente fácil entender isso, mas porque debochamos dos sentimentos? E temos dificuldade em lidar com eles? Os próprios homens são os maiores repressores dos homens. Isso é visto, pois, a todo o momento, nossa masculinidade é contestada.
Por exemplo, falar algo delicado, fazer as unhas, falar que outro homem é bonito e, até mesmo, usar a cor de rosa, serve como deboche e contestação de virilidade. Que sentido isto faz? Nenhum! Obviamente, não comprova nada. Mas estes conceitos vêm de culturas de base familiar, passadas aos filhos homens, que crescem reprimidos.
Ou isso não é repressão? E sim, é injusto!
Veja bem, assim como as mulheres que tiveram, e ainda tem, suas atitudes julgadas por morais impostas, os homens também vivem este dilema. Apenas os ignoram, já que não é de nosso costume aprofundar sobre sentimentos. Quando tu es persuadido a acreditar em limitações, tu te tornas incapaz. Deve libertar-te de ti. A pressão social sofrida por adolescentes nas escolas é muito cruel. Os meninos são testados física e psicologicamente. E por toda a vida são instigados a provar a masculinidade.
Concluindo, está claro que, apesar de se recusarem a acreditar em toda sua pose de donos da situação, os homens precisam passar por sua própria revolução.
Vou definir a ideia: Onde estes elementos preconceituosos não sejam mais impregnados em nossas vivencias desde a infância. Onde não precisem a todo o momento reafirmar sua virilidade. Onde aceitem compartilhar ao invés de dominar, já que isso não funciona mais! Sem a pretensão de ser dono ou vítima. Sequer pensar sobre isso, sem achar que é frescura!
Mas, na nossa cultura essa história de abrir o coração ainda é coisa de mulher, não é? O que nos foi dito é que o homem deve ser prático, forte e objectivo.
Por essas, estamos presos e somos nossos próprios reféns. Temos muito que crescer.
http://www.colunasdiarias.com/?paged=2
E, em todas suas bravas conquistas que vemos desabrochar, até hoje, fica clara também toda a sua força.
Durante o processo, mudanças de comportamento variaram. Vivemos a fase da fêmea alfa e passamos a mulheres multifuncionais. A buscar o equilíbrio entre seus desejos, seus sentimentos e suas ambições.
Mas, isso já foi tantas vezes discutido. E constantemente retorna como um assunto extenso e complexo descrever nossas inebriantes mulheres.
O que gostaria de falar agora é algo que pouco nos perguntamos durante este tempo: E o homem?
Enquanto as mulheres finalmente começam a livrar-se do conservadorismo e machismo, descobriam-se e revelavam-se a toda gente, o homem simplesmente não entendia nada.
Vejam bem, não estou a cá para defender machistas. E nem poderia já que nunca fui um.
Não estou a falar que não seja verdade que, em outras épocas, o costume fazia com que o homem regozija-se no prazer da submissão feminina. E nem cegar-me-ei para esta postura, que ainda hoje revela-se, de atitudes cruelmente repressoras em relação às mulheres.
Disse e repito: A garra desta revolução trouxe merecidos reconhecimentos às mulheres.
O que quero dizer é que, ao mesmo tempo, entendo que desaprendemos como agir.
E que os homens estão mais perdidos do que nunca em relação às damas.
Elas querem cavalheiros ou isso seria considerado machismo?
Querem que eu seja romântico ou estou a ser pegajoso?
Preciso “pegar” esta menina, senão não serei homem?
Até então, os papéis a serem representados eram muito claros. Hoje, as pessoas têm que decidir por conta própria o que querem e isso leva tempo a ser descoberto.
Por essas, é primeiro necessário que tu saibas quem tu es e não como deverias ser.
O homem costuma saber muito bem o que ele precisa ser para ser visto como homem. Um macho. Mas são por vezes ideias bastante antiquadas, rígidas, que não correspondem com as ideias gerais encontradas na nossa sociedade hoje. As mulheres sabiamente evoluiriam sua percepção em relação ao seu tempo, os homens vivem uma cultura que está atrasada.
Antes conseguíamos nos provar através de autoridades: éramos detentores da posição social, hoje não somos mais. Éramos os independentes trabalhadores, e agora esta função não é apenas nossa. Éramos os chefes da família, hoje a família é uma democracia e com dois presidentes. E todas as funções exercidas pelas mulheres continuam a ser delas. Então, o que somos hoje?
A função do homem está a ser bastante contestada.
E pasmem, a culpa disso é nossa. Os maiores preconceitos que os homens sofrem vem da nossa tentativa de provar algo. Vou explicar:
Alguns conseguem ser mais prestativos e participativos, a criar não só um laço com sua família, mas um equilíbrio em tarefas e rotinas. Quando a igualdade é pronunciada em casa, esta ideia de funcionalidade deixa de ser contestada.
Mas sempre há homens com conceitos pré-feministas que se recusam a ajudar, tentando recobrar certa autoridade. Porém, também não vamos achar que o exagero de delicadezas irá funcionar.
Já ouvi muitos homens a falar algo do gênero: “Os homens são as mulheres de hoje”. É um conceito interessante, mas acho que o que gostariam de dizer é que, os homens mudaram de posição quando as mulheres começaram a assumir o controlo.
Talvez muitas mulheres, é claro, tenham começado a assumir uma postura que antes denunciava os tais machões.
Necessito dizer que, uma postura indelicada e desrespeitosa, independe vindo de um homem ou de uma mulher, é canalhice igual. E nada justifica tendo a ciência de que tu es sempre responsável pelos teus actos, e por nada mais.
Nessa mudança de postura, muitas coisas ficaram mal entendidas.
Claro, quando as mulheres falam que querem homens sensíveis, tu deves dar ênfase tanto a palavra “sensível” QUANTO à palavra “homem”.
Quer dizer: Dê valor a ela (a sua essência e a suas curvas), lembre do aniversário, a apóie quando ela chorar e não faça coisas como diminuir ou desrespeitar a sensibilidade dela.
Mas, isso não quer dizer: Aja como uma mulher. Em momento nenhum foi pedido que perdesses a identidade ou o pulso de homem. Equilíbrio é fundamental.
É relativamente fácil entender isso, mas porque debochamos dos sentimentos? E temos dificuldade em lidar com eles? Os próprios homens são os maiores repressores dos homens. Isso é visto, pois, a todo o momento, nossa masculinidade é contestada.
Por exemplo, falar algo delicado, fazer as unhas, falar que outro homem é bonito e, até mesmo, usar a cor de rosa, serve como deboche e contestação de virilidade. Que sentido isto faz? Nenhum! Obviamente, não comprova nada. Mas estes conceitos vêm de culturas de base familiar, passadas aos filhos homens, que crescem reprimidos.
Ou isso não é repressão? E sim, é injusto!
Veja bem, assim como as mulheres que tiveram, e ainda tem, suas atitudes julgadas por morais impostas, os homens também vivem este dilema. Apenas os ignoram, já que não é de nosso costume aprofundar sobre sentimentos. Quando tu es persuadido a acreditar em limitações, tu te tornas incapaz. Deve libertar-te de ti. A pressão social sofrida por adolescentes nas escolas é muito cruel. Os meninos são testados física e psicologicamente. E por toda a vida são instigados a provar a masculinidade.
Concluindo, está claro que, apesar de se recusarem a acreditar em toda sua pose de donos da situação, os homens precisam passar por sua própria revolução.
Vou definir a ideia: Onde estes elementos preconceituosos não sejam mais impregnados em nossas vivencias desde a infância. Onde não precisem a todo o momento reafirmar sua virilidade. Onde aceitem compartilhar ao invés de dominar, já que isso não funciona mais! Sem a pretensão de ser dono ou vítima. Sequer pensar sobre isso, sem achar que é frescura!
Mas, na nossa cultura essa história de abrir o coração ainda é coisa de mulher, não é? O que nos foi dito é que o homem deve ser prático, forte e objectivo.
Por essas, estamos presos e somos nossos próprios reféns. Temos muito que crescer.
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